tempo

8 05 2010

Ao fim de algum tempo a sensação de aventura e descoberta começa a atenuar-se e o arrepio pela espinha acima transforma-se numa tepidez confortável que leva à procura da acomodação. Será essa acomodação uma coisa má? Não sei. Mas acho, sim, que lançar fundações para algo que pode durar mais do que o próprio arrepio, que pode estender-se para lá do momento e viver por toda uma vida, pode ser mais do que uma aventura, uma saga, com momentos vívidos, episódios aborrecidos, histórias, umas fugazes, outras que nos levam de capítulo em capítulo, com paragens ou com avidez de ler rapidamente para ver o que o próximo tem para contar, tanta coisa.

No final, é para quem nos acompanhou nas aventuras que olhamos e repetimos as histórias, contamo-las já sem palavras, basta um olhar para saber o que vai pelo pensamento, o que esperámos delas, o que aconteceu realmente e o que recordamos.

Nunca saí à aventura, numa vivi uma saga, mas tenho a mochila pronta atrás da porta à espera da hora da partida.

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